Construir e construir de maneira viável, ecologicamente correto, de forma rentável economicamente, satisfazendo as suas necessidades, assegurando o bem estar da atual geração, sem comprometer, e acima de tudo satisfazer e garantir o bem estar das gerações futuras.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
terça-feira, 16 de junho de 2015
ARQUITETURA VERNACULAR (O QUE É)
Arquitetura
vernacular: entenda o que é e como ela pode ser uma alternativa sustentável
É denominada “arquitetura vernacular”
toda forma de arquitetura em que são empregados recursos, técnicas e materiais
regionais, do próprio ambiente onde a edificação é construída, apresentando,
assim, um caráter regional ou local em decorrência desses fatores.
Ao mesmo, também são denominadas
formas de arquitetura vernacular aquelas onde os conhecimentos de edificações
ou utilização de materiais são transmitidos de geração para geração.
O próprio termo “vernacular” já é um
grande exemplo do que é esse tipo de arquitetura, dado que deriva do latim
“vernaculus”, cujo significado pode ser entendido como “doméstico” ou mesmo
“nativo”.
Assim, como os materiais e técnicas
utilizados são sempre provenientes do local onde as edificações são
construídas, pode-se dizer que a arquitetura vernacular possibilita a
construção de edificações adequadas ao meio ambiente onde estão inseridas.
Alguns exemplos de edificações
baseadas na arquitetura vernacular:
·
casas de pau-a-pique;
·
casas de bambu;
·
casas de adobe;
·
edificações de madeira;
·
construções feitas com telhado de
palha;
·
construções feitas de pedra, dentre
outras.
Fica fácil perceber que a arquitetura
vernacular é, além da linguagem arquitetônica mais antiga de todos os tempos,
também uma das mais sustentáveis. Isso porque ela representa a base e modelo
dos inúmeros princípios de arquitetura hoje existentes focados na
sustentabilidade, como a Construção Sustentável, a Arquitetura Bioclimática, a
Arquitetura Ecológica, a Eco-Arquitetura, dentre outras.
Os inúmeros conceitos existentes na
arquitetura vernacular são provenientes de períodos carentes dos avanços
tecnológicos de que dispomos, tais como os sistemas de climatização e de
iluminação elétrica. Dessa maneira, as edificações e construções baseadas na
arquitetura vernacular tinham que se adequar à região específica onde estavam
inseridas.
Como exemplo prático do emprego da
arquitetura vernacular em nossa sociedade, podemos utilizar, dentre muitos
outros, a cidade brasileira de Ouro Preto, dado que sua construção foi feita
com o aproveitamento das pedras existentes na região.
http://www.fragmaq.com.br/
sexta-feira, 8 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
BAMBU PODERÁ SUBSTITUIR O AÇO NAS CONSTRUÇÕES NO FUTURO
O substituto
do aço estrutural pode estar nas florestas tropicais
Pesquisas com composto de fibras de bambu mostraram resultados
positivos. Solução ecossustentável poderia substituir o aço como reforço
estrutural de concreto
Com uma indústria cimenteira
consolidada e figurando entre os dez maiores produtores mundiais de aço, o
Brasil tornou-se autossuficiente nos principais insumos para a construção
civil. Mas nem todos os países são privilegiados e, para muitos, os custos de
importação tornaram-se um empecilho no desenvolvimento de grandes projetos de
infraestrutura e urbanização. O já citado aço é um exemplo. A demanda do
material, no entanto, poderá ser mitigada por iniciativas como a que vem sendo
testada em Cingapura. Lá, outro material tem o potencial de assumir o seu
lugar. Estamos falando do bambu, que é renovável, resistente e abundante em
diversas regiões tropicais e temperadas.
À frente de um dos projetos está o
programa Future Cities Laboratory (FCL), parceria dos centros de pesquisas ETH
de Singapura e Zurique (Suíça). Na avaliação de Dirk Hebel, pesquisador do
projeto e professor assistente de arquitetura e construção do Laboratório de
Composto Avançado de Fibras do FCL, a fibra compactada do bambu pode criar um
composto com resistência suficiente para substituir o aço estrutural em obras
de concreto. E mais: se os resultados das pesquisas foram positivos, países em
desenvolvimento poderão adotar a solução para o desenvolvimento urbano,
melhorando a economia local e a qualidade de vida. Programas de moradia e
infraestrutura podem usar a tecnologia, reduzindo, por exemplo, a dependência
de organizações de ajuda humanitária para construção de moradias.
A solução? De acordo com a equipe do
Future Cities Laboratory, o material mais adequado seria os fios de bambu
comprimidos e processados com uma substância colante. O resultado das pesquisas
com o compósito foi promissor, resultando em um produto com maior durabilidade
e alta resistência à tensão. A metodologia de análise envolveu o uso de fios de
fibra das seções superior, inferior e média de um bambu chinês, com cinco anos
de cultivo. Elas foram unidas por uma resina a base de água, com baixa
volatilidade em compostos orgânicos, e carbonizadas para eliminar o açúcar e a
água presentes na planta. O passo seguinte foi compactar os fios em um molde,
formando diferentes desenhos e espessuras. O FCL destaca que prensas quentes e
frias estão sendo avaliadas nesse processo.
A estratégia de usar as fibras de
bambu em segmentos menores será complementada pela prospecção de adoção da
tecnologia em equipamentos esportivos e nas indústrias automotiva e
aeroespacial. A motivação seriam as propriedades de durabilidade, leveza e
flexibilidade proporcionadas pelo bambu, bem como a facilidade de cultivo.
Outro apelo é a sustentabilidade, uma vez que a planta é uma fonte renovável,
reciclável e um grande gerador de oxigênio. Por ser uma indústria limpa, a
produção da fibra pode incentivar pequenas e médias empresas.
Fonte: Grandes Construções
www.grandesconstruçoes.com.br
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