terça-feira, 16 de junho de 2015

ARQUITETURA VERNACULAR (O QUE É)

Arquitetura vernacular: entenda o que é e como ela pode ser uma alternativa sustentável

É denominada “arquitetura vernacular” toda forma de arquitetura em que são empregados recursos, técnicas e materiais regionais, do próprio ambiente onde a edificação é construída, apresentando, assim, um caráter regional ou local em decorrência desses fatores.
Ao mesmo, também são denominadas formas de arquitetura vernacular aquelas onde os conhecimentos de edificações ou utilização de materiais são transmitidos de geração para geração.
O próprio termo “vernacular” já é um grande exemplo do que é esse tipo de arquitetura, dado que deriva do latim “vernaculus”, cujo significado pode ser entendido como “doméstico” ou mesmo “nativo”.
Assim, como os materiais e técnicas utilizados são sempre provenientes do local onde as edificações são construídas, pode-se dizer que a arquitetura vernacular possibilita a construção de edificações adequadas ao meio ambiente onde estão inseridas.
Alguns exemplos de edificações baseadas na arquitetura vernacular:
·         casas de pau-a-pique;
·         casas de bambu;
·         casas de adobe;
·         edificações de madeira;
·         construções feitas com telhado de palha;
·         construções feitas de pedra, dentre outras.
Fica fácil perceber que a arquitetura vernacular é, além da linguagem arquitetônica mais antiga de todos os tempos, também uma das mais sustentáveis. Isso porque ela representa a base e modelo dos inúmeros princípios de arquitetura hoje existentes focados na sustentabilidade, como a Construção Sustentável, a Arquitetura Bioclimática, a Arquitetura Ecológica, a Eco-Arquitetura, dentre outras.
Os inúmeros conceitos existentes na arquitetura vernacular são provenientes de períodos carentes dos avanços tecnológicos de que dispomos, tais como os sistemas de climatização e de iluminação elétrica. Dessa maneira, as edificações e construções baseadas na arquitetura vernacular tinham que se adequar à região específica onde estavam inseridas.
Como exemplo prático do emprego da arquitetura vernacular em nossa sociedade, podemos utilizar, dentre muitos outros, a cidade brasileira de Ouro Preto, dado que sua construção foi feita com o aproveitamento das pedras existentes na região.

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MÁQUINA PARA REBOCO (VÍDEO)


ROBÔ PEDREIRO (VÍDEO)


quinta-feira, 7 de maio de 2015

BAMBU PODERÁ SUBSTITUIR O AÇO NAS CONSTRUÇÕES NO FUTURO

O substituto do aço estrutural pode estar nas florestas tropicais
Pesquisas com composto de fibras de bambu mostraram resultados positivos. Solução ecossustentável poderia substituir o aço como reforço estrutural de concreto

Com uma indústria cimenteira consolidada e figurando entre os dez maiores produtores mundiais de aço, o Brasil tornou-se autossuficiente nos principais insumos para a construção civil. Mas nem todos os países são privilegiados e, para muitos, os custos de importação tornaram-se um empecilho no desenvolvimento de grandes projetos de infraestrutura e urbanização. O já citado aço é um exemplo. A demanda do material, no entanto, poderá ser mitigada por iniciativas como a que vem sendo testada em Cingapura. Lá, outro material tem o potencial de assumir o seu lugar. Estamos falando do bambu, que é renovável, resistente e abundante em diversas regiões tropicais e temperadas.
À frente de um dos projetos está o programa Future Cities Laboratory (FCL), parceria dos centros de pesquisas ETH de Singapura e Zurique (Suíça). Na avaliação de Dirk Hebel, pesquisador do projeto e professor assistente de arquitetura e construção do Laboratório de Composto Avançado de Fibras do FCL, a fibra compactada do bambu pode criar um composto com resistência suficiente para substituir o aço estrutural em obras de concreto. E mais: se os resultados das pesquisas foram positivos, países em desenvolvimento poderão adotar a solução para o desenvolvimento urbano, melhorando a economia local e a qualidade de vida. Programas de moradia e infraestrutura podem usar a tecnologia, reduzindo, por exemplo, a dependência de organizações de ajuda humanitária para construção de moradias.
Descrição: http://www.grandesconstrucoes.com.br/br/images/stories/1618_G_2.jpgApesar de a solução ser recente, a ideia de utilizar a planta na construção civil já vem sendo pensada desde o início do século XX. Naquela época, pesquisadores tentaram utilizar o bambu como elemento estrutural em construções, replicando uma iniciativa amplamente usada na Ásia para fabricação de andaimes. Mas, a utilização precisa seguir parâmetros corretos para ser viável, como explica o próprio Hebel, em entrevista à revista Civil Engineering, da Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE), publicada em julho desse ano. Nela, o pesquisador lembra que um dos erros é o uso do bambu natural, não tratado. Ao entrar em contato com a mistura de concreto, ele absorve umidade, incha e acaba encolhendo em ciclos, rachando o concreto. Para piorar, a umidade pode trazer fungos que enfraquecem as propriedades do bambu.
A solução? De acordo com a equipe do Future Cities Laboratory, o material mais adequado seria os fios de bambu comprimidos e processados com uma substância colante. O resultado das pesquisas com o compósito foi promissor, resultando em um produto com maior durabilidade e alta resistência à tensão. A metodologia de análise envolveu o uso de fios de fibra das seções superior, inferior e média de um bambu chinês, com cinco anos de cultivo. Elas foram unidas por uma resina a base de água, com baixa volatilidade em compostos orgânicos, e carbonizadas para eliminar o açúcar e a água presentes na planta. O passo seguinte foi compactar os fios em um molde, formando diferentes desenhos e espessuras. O FCL destaca que prensas quentes e frias estão sendo avaliadas nesse processo.
Descrição: http://www.grandesconstrucoes.com.br/br/images/stories/1618_G_3.jpgEm termos práticos, a composição testada resultou em aproximadamente 80% de bambu e 20% de resina e apresentou uma densidade de 1,3 g/cm³, o que seria três vezes a de um bambu natural. “Estamos interessados em controlar totalmente as propriedades do material, o que significa sermos capazes de mudar os valores de expansão térmica e aumentar a resistência ao fogo”, afirma Hebel. Ele destaca que o controle das propriedades é importante para alcançar a certificação de órgãos normalizadores locais e tornar a solução viável mercadologicamente. O desafio maior será cultural. O pesquisador avalia que haverá dificuldade em convencer os construtores, acostumados à utilização do aço para reforçar o concreto. “Iniciaremos a aplicação em nichos menores de mercado, como em aplicações que exigem o uso de reforço estrutural não corrosivo”, informou à revista da ASCE.
A estratégia de usar as fibras de bambu em segmentos menores será complementada pela prospecção de adoção da tecnologia em equipamentos esportivos e nas indústrias automotiva e aeroespacial. A motivação seriam as propriedades de durabilidade, leveza e flexibilidade proporcionadas pelo bambu, bem como a facilidade de cultivo. Outro apelo é a sustentabilidade, uma vez que a planta é uma fonte renovável, reciclável e um grande gerador de oxigênio. Por ser uma indústria limpa, a produção da fibra pode incentivar pequenas e médias empresas.
Descrição: http://www.grandesconstrucoes.com.br/br/images/stories/1618_G_4.jpgO maior objetivo do projeto, no entanto, continua sendo a indústria da construção civil, na avaliação de Hebel. Segundo ele, a equipe de pesquisadores acredita que a técnica possa ser o propulsor de uma nova era de industrialização em países pouco desenvolvidos, com produção e investimentos mantidos localmente. O próximo desafio, de acordo com ele, é levar os testes a campo e mostrar as possibilidades da proposta, o que deve acontecer nos próximos dois anos.
Fonte: Grandes Construções

www.grandesconstruçoes.com.br

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

MISTURADOR/BATEDOR DE ARGAMASSAS (VÍDEO)



Olha ai meus amigos de sala, maneira prática e simples de misturar argamassas, evitando aquela dificuldade de vimos na aula de laboratório.